Bom, depois de uns bons meses sem postar, acho justo aparecer e dar uma justificativa para as minhas leitoras.
Muitos já sabem, mas, para quem não recebeu a notícia ainda, estou de volta. A pergunta que passa na cabeça de muitas pessoas é sempre a mesma: por que? Creio que a explicação desse motivo é uma ótima postagem de enceramento do blog. Sim, estou fazendo a última postagem, pois o sentido se perdeu a partir do momento que deixei de ser au pair.
Como foi possível ler em publicações anteriores, a minha ida à "Terra do Tio Sam" não foi o sonho que eu esperava. Me decepcionei fortemente com o programa. Enquanto eu estava no Brasil era tudo lindo. Eu ia trabalhar 45h por semana (uma carga horária de trabalho normal e na qual encararia de ótimo grado), ia estudar muito, passear, treinar meu inglês, juntar dinheiro. Era o sonho! Mas a realidade não foi bem assim. Cheguei na família já trabalhando nos dias em que eu devia estar em "treinamento", trabalhava mais do que as 10 horas diárias previstas em contrato, apanhava das kids e os pais não tomavam providências. Isso foi me chateando, mas fui relevando pois gostava, ainda gosto, muito da família.
O problema, porém, vai muito além do não cumprimento das regras de trabalho. Me venderam que os que $500 de bolsa de estudos seriam suficientes para estudar muito, afinal, seriam 80 horas para cumprir, mas ninguém conta que com esse valor você só faz o curso online de história americana (o que isso vai melhorar meu currículo?). O seu super salário de $195,25 por semana vai todo em gasolina e pequenos gastos pessoais, os impostos são cobrados como se você fosse cidadão americano, mas fica doente pra ver se você será atendida como uma americana... Mas mesmo analisando tudo isso eu não desisti, pedi rematch.
Fui para New Jersey morar com uma família da África do Sul. Pessoas muito queridas, de hábitos e jeitos muito similares aos brasileiros. Parecia que finalmente meu intercâmbio iria dar certo. Mas, como já era de se esperar, felicidade de pobre dura pouco, já diria a minha avó #mentiraelanaofalaisso. Em New Jersey você não pode dirigir sem a habilitação do estado e nem o seguro te aceita. Vamos correr atrás dos documentos, simples! Nem tanto... Primeiro é necessário um seguro social e... Parou ai! Fui tirar meu seguro social e o documento deu problema pois o programador burro que desenvolveu o software delimitou os caracteres para nome, traduzindo, meu nome era grande demais para o sistema e mandaram para DC na tentativa de resolver o problema. Nesse tempo não tinha autorização da família para usar o carro pois eles não queriam que eu dirigisse sem seguro. Passei meus dias trancada em uma casa em cima da montanha, isolada.
Dezembro foi chegando e decidi começar a procurar cursos, afinal, quase 8 meses ali e não havia estudado quase nada (fiz um péssimo curso de jornalismo na Pennsylvania). Na busca por cursos, surpresa! Nada que fosse interessante. Curso de inglês eu não queria fazer pois, de acordo com muitos americanos que conheci, host families, lccs e muitos outros, meu inglês é muito bom e um curso da língua seria entediante e desnecessário para mim. Minha intenção sempre foi aprimorar minha carreira e eu não consegui nada. Decidi conversar com minha lcc na esperança de encontrar um curso, mas a sugestão dela foi: "american history". Apenas respondi: "sério? Como isso vai melhorar meu currículo? A história americana é inútil para minha carreira." Só ouvi um: "então não sei onde e o que você pode estudar!" Esperem um minuto, essa mulher não era a pessoa que, supostamente, me ajudaria?
Comecei a colocar gastos com curso (que eu não queria), imposto e tudo mais no papel. Cheguei a conclusão que sairia muito mais barato eu voltar logo. Ficando até o fim do meu ano eu apenas voltaria com um iPhone e só. Meus sonhos de viagem, compras e tudo mais ficariam perdidos em algum buraco em meio as frustrações. Eu daria dinheiro para um governo que nem meu seguro social fez (até hoje estou esperando) e continuaria isolada em uma casa na montanha, limpado e cozinhando para os outros e deixando meu diploma de lado.
Valeu a tentativa, não vou morrer com a ideia do "e se eu tivesse sido au pair". Eu fui, posso falar com todas as letras que é uma grande roubada porque eu tentei!
É isso, pessoal... Hoje estou feliz, no Brasil, curtindo a Campus Party com meu namorado e contando a última história do meu blog.
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31 janeiro 2013
31 julho 2012
E já são 3 meses!
Após muito tempo sem publicar, criei vergonha na cara e resolvi reaparecer.
Antes a desculpa por falta de postagem era a homesick, agora será o cansaço. Isso é fato, essa vida de Au Pair é bem cansativa, ainda mais quando se cuida de 3 crianças que valem por 10 cada uma.
Não há muito o que ser escrito. Quando estamos para embarcar, acreditamos que será uma aventura única, com milhões de histórias que renderão um livro, criamos o blog com a finalidade de contar a experiência incrível e tudo mais. Ao chegarmos aqui, nos deparamos com uma realidade completamente diferente da expectativa. Sua vida cai em uma rotina chata com as crianças, você aprende que se não cria uma programação fixa, suas crianças não te obedecem, mas se cria essa programação fixa sua vida vira uma rotina chata e entediante!
Algumas vezes acontecem coisas divertidas, mas acreditem, será sempre no seu dia off, ou seja, uma vez por semana e se ele cair em um dia do fim de semana! Quando seu dia off acontece no meio da semana (o que ocorre comigo uma vez por mês), ele será mais um dia chato que não ajuda em nada nessa vida americana.
O fim de semana off do mês sempre será o melhor momento! O meu último foi em Nova Iorque. Aí sim eu vi vantagem em estar aqui! Chegar em Manhattan em apenas 2 horas de viagem, andar, andar e andar muito por ruas famosas, lugares lindos, pontos turísticos que já mais pensamos que realmente veríamos! Isso que é descobrir o que a Srta. Liberdade significa!
Algumas pessoas devem estar se perguntando: o que ela está falando tanto de Nova Iorque, ela não foi para lá assim que chegou aos EUA? Sim, eu fui! Mas uma coisa é estar com 60 meninas por 30 minutos na Times Square, outra coisa é estar com apenas mais 3 amigas e ficar das 21h30 às 1h30 na Times Square! Tempo de ver as lojas com calma, andar no meio da multidão tão empolgada quanto você, descobrir porquê Sinatra dizia que queria acordar em uma cidade que nunca dorme, afinal, Nova Iorque realmente nunca dorme!
Além disso podemos citar outros pontos pelos quais eu e as meninas passamos e que valeram muito a pena: Estátua da Liberdade, Wall Street Bull, pegar balsa errada e acabar em Staten Island (a vista da viagem é linda), WTC e para completar, uma tarde no Madame Tusauds!
Após falar tanto da cidade mais maravilhosa que já conheci, voltemos ao tema do início da postagem! Valer ou não valer a pena.
Agora que estou aqui há 3 meses sinto que já posso dar uma opinião mais clara sem influências da homesick. Eu acho que esse país é um lugar muito bom, paisagens bonitas, roupas e eletrônicos baratos, lugares para se divertir. Sim, a terra do Tio Sam vale a pena, mas para ser turista! Não vejo grandes vantagens na minha atual situação de moradora. Muitas pessoas vão me dizer que é uma oportunidade única de aperfeiçoar meu inglês, mas adivinhem: meus host parents, minha counselor, os pais dos meus hosts, pessoas que conheço na rua e até a atendente da biblioteca me dizem que meu inglês é muito bom e, mesmo tendo um sotaque (que já foi chamado de "sotaque brasileiro fofinho") meu inglês é muito bom. Minha counselor, inclusive, me disse que se eu fizer aulas de inglês por aqui vou ficar entediada pois não preciso.
Isso me leva, por sinal, ao tópico estudos. Se você, como eu, escolheu o programa de Au Pair pensando em estudar, saiba que foi um ledo engano! Estudar nesse lugar é muito difícil. As Au Pairs não têm muitas opções pois alguns lugares não as aceitam, outros aceitam mas não fornecem os créditos que são obrigadas a cumprir, existem os lugares que aceitam e fornecem os créditos, mas são apenas community colleges com um ensino fraco (quando você pergunta a um americano a opinião sobre elas, eles dizem que são péssimas).
Além da dificuldade de encontrar onde estudar, enfrentamos um grande problema de valores. A bolsa para os estudos é de apenas $500. Sabe o que é possível fazer com esse valor? NADA! O ensino aqui é muito caro e preconceituoso. Eles querem forçar as Au Pairs a estudarem inglês, o famoso ESL (English as Second Language), por isso esse é o valor exato do curso. Agora se você procura algo para aperfeiçoar sua carreira, você vai sofrer para conseguir algo (ser aceito mesmo sendo Au Pair) e ainda terá que desembolsar um grande valor do seu salário (que é mais baixo do que o de um estoquista).
Pois é, minha gente, 3 meses aqui e continuo com reclamações, vamos ver o que os próximos meses reservam, além de uma possível e aguardada viagem para a Flórida!
Antes a desculpa por falta de postagem era a homesick, agora será o cansaço. Isso é fato, essa vida de Au Pair é bem cansativa, ainda mais quando se cuida de 3 crianças que valem por 10 cada uma.
Não há muito o que ser escrito. Quando estamos para embarcar, acreditamos que será uma aventura única, com milhões de histórias que renderão um livro, criamos o blog com a finalidade de contar a experiência incrível e tudo mais. Ao chegarmos aqui, nos deparamos com uma realidade completamente diferente da expectativa. Sua vida cai em uma rotina chata com as crianças, você aprende que se não cria uma programação fixa, suas crianças não te obedecem, mas se cria essa programação fixa sua vida vira uma rotina chata e entediante!
Algumas vezes acontecem coisas divertidas, mas acreditem, será sempre no seu dia off, ou seja, uma vez por semana e se ele cair em um dia do fim de semana! Quando seu dia off acontece no meio da semana (o que ocorre comigo uma vez por mês), ele será mais um dia chato que não ajuda em nada nessa vida americana.
O fim de semana off do mês sempre será o melhor momento! O meu último foi em Nova Iorque. Aí sim eu vi vantagem em estar aqui! Chegar em Manhattan em apenas 2 horas de viagem, andar, andar e andar muito por ruas famosas, lugares lindos, pontos turísticos que já mais pensamos que realmente veríamos! Isso que é descobrir o que a Srta. Liberdade significa!
Algumas pessoas devem estar se perguntando: o que ela está falando tanto de Nova Iorque, ela não foi para lá assim que chegou aos EUA? Sim, eu fui! Mas uma coisa é estar com 60 meninas por 30 minutos na Times Square, outra coisa é estar com apenas mais 3 amigas e ficar das 21h30 às 1h30 na Times Square! Tempo de ver as lojas com calma, andar no meio da multidão tão empolgada quanto você, descobrir porquê Sinatra dizia que queria acordar em uma cidade que nunca dorme, afinal, Nova Iorque realmente nunca dorme!
Além disso podemos citar outros pontos pelos quais eu e as meninas passamos e que valeram muito a pena: Estátua da Liberdade, Wall Street Bull, pegar balsa errada e acabar em Staten Island (a vista da viagem é linda), WTC e para completar, uma tarde no Madame Tusauds!
Após falar tanto da cidade mais maravilhosa que já conheci, voltemos ao tema do início da postagem! Valer ou não valer a pena.
Agora que estou aqui há 3 meses sinto que já posso dar uma opinião mais clara sem influências da homesick. Eu acho que esse país é um lugar muito bom, paisagens bonitas, roupas e eletrônicos baratos, lugares para se divertir. Sim, a terra do Tio Sam vale a pena, mas para ser turista! Não vejo grandes vantagens na minha atual situação de moradora. Muitas pessoas vão me dizer que é uma oportunidade única de aperfeiçoar meu inglês, mas adivinhem: meus host parents, minha counselor, os pais dos meus hosts, pessoas que conheço na rua e até a atendente da biblioteca me dizem que meu inglês é muito bom e, mesmo tendo um sotaque (que já foi chamado de "sotaque brasileiro fofinho") meu inglês é muito bom. Minha counselor, inclusive, me disse que se eu fizer aulas de inglês por aqui vou ficar entediada pois não preciso.
Isso me leva, por sinal, ao tópico estudos. Se você, como eu, escolheu o programa de Au Pair pensando em estudar, saiba que foi um ledo engano! Estudar nesse lugar é muito difícil. As Au Pairs não têm muitas opções pois alguns lugares não as aceitam, outros aceitam mas não fornecem os créditos que são obrigadas a cumprir, existem os lugares que aceitam e fornecem os créditos, mas são apenas community colleges com um ensino fraco (quando você pergunta a um americano a opinião sobre elas, eles dizem que são péssimas).
Além da dificuldade de encontrar onde estudar, enfrentamos um grande problema de valores. A bolsa para os estudos é de apenas $500. Sabe o que é possível fazer com esse valor? NADA! O ensino aqui é muito caro e preconceituoso. Eles querem forçar as Au Pairs a estudarem inglês, o famoso ESL (English as Second Language), por isso esse é o valor exato do curso. Agora se você procura algo para aperfeiçoar sua carreira, você vai sofrer para conseguir algo (ser aceito mesmo sendo Au Pair) e ainda terá que desembolsar um grande valor do seu salário (que é mais baixo do que o de um estoquista).
Pois é, minha gente, 3 meses aqui e continuo com reclamações, vamos ver o que os próximos meses reservam, além de uma possível e aguardada viagem para a Flórida!
06 junho 2012
A vida não é fácil, mas tentamos aceitar!
Sei que o blog está totalmente abandonado. Peço desculpas a quem o acompanha, mas realmente não tenho encontrado muita inspiração para escrever.
Quando estamos no Brasil, postar é a coisa mais fácil, temos anseios, expectativas, sonho, emoções fortes e aceleradas... É um pacote de sensações completo que nenhum lugar consegue ofertar! Imagino que com todas as garotas seja assim. Mas então entramos no avião, encaramos 10 horas de voo, passamos pela imigração, rezamos para que nossas mala não tenham sido extraviadas, encontramos o motorista da agência, seguimos rumo ao hotel... Os corações estão acelerados, aquelas meninas que conhecemos a poucas horas se tornam nossas melhores amigas, encaramos 4 dias de treinamento massantes **TRUE HISTORY** (Essa é para as meninas APIA que já fizeram o treino), e chega o dia de encontrar a Host Family. As unhas... Que unhas? A essa altura do campeonato você já roeu todas!
Essa é a hora que tudo muda e você adquire outro pacote de sensações: vontade de chorar, vontade de gritar, saudades, tristeza e tudo mais. Sem contar os questionamentos "por que esse pirralho não cala a boca?", "por que esse povo não limpa a casa?", "por que eles não tomam banho todos os dias?", "por que eles só comem comida ruim e com pimenta?"... Eis o momento que nos deparamos com o choque cultural. Você está em um lugar que não tem nada de semelhante ao seu amado país! É tudo novo, tudo estranho e nem sempre é legal. O que fazer? Ligar para mãe, namorado, avó... Ligar para todos chorando e dizendo que quer voltar para casa! Eles vão te dizer coisas lindas, lembrar que era seu sonho, tentar te animar e você promete que vai ficar bem, mas não se preocupe, 5 minutos depois estará chorando de novo até pegar no sono! Agora é a hora que cai a ficha... HOMESICK, SUA MALDITA!!! Não é nada fácil ficarmos longe de quem amamos. Se antes de embarcar já estava doendo, acreditem, chegando aqui é bem pior!
Os dias vão passando, o choro diminui (mas não para) e você começa a se acostumar com algumas coisas... Já decora o caminho pra escola do mais novo e não precisa mais do GPS, aliás, você está liberada para usar o carro! Você não luga mais se a família dá o prato pro cachorro lamber, afinal, ou você pensa "lavou tá novo" ou você não come porque não tem outra louça pra usar. Banho dos outros? Se eles querem ser fedidos o problema é dele, o importante é você estar limpa! Sim, você está livre de parte do choque cultural! Mas adivinha quem não vai embora? Começa com home e termina com sick!
Não é fácil viver a vida longe de onde você está acostumada, primeiro dia das mães sem sua mãe, primeiro aniversário sem as pessoas que tanto ama, falar com os outros só por skype... Tudo isso tem sido muito difícil para mim!
Mas, como eu gosto de dizer para minha mãe, o mundo não é rosa, mas também não é cinza! Ele é colorido!!! Por mais que o lado negativo sempre pese mais, viver aqui nos "States" também tem suas vantagens!
Você com certeza vai se deparar com paisagens encantadoras, dignas de cenários de filmes! Nova Iorque? SIMPLESMENTE O LUGAR MAIS FODA QUE JÁ VISITEI! (Dica: não se deixem levar pela opinião das meninas que não gostaram do Citytour da agência, se você tiver vontade, vá! Eu fui e amei. É verdade que ficamos muito no ônibus, mas o guia contando a história dos lugares e explicando muita coisa é ótimo. Valeu as 65 doletas!) As luzes da Times Square, a vista do Top of Rock, ver a Tiffany e lembrar de Bonequinha de Luxo, se perder, acabar em uma entrada de metrô e comprar donuts com a amiga (né, Jé?)... Valeu muito a pena!
Consumistas de plantão, se preparem!!! É impossível ir ao shopping sem comprar nada! Mas também não venham achando que vão comprar o mundo! Muitas coisas aqui tem o mesmo preço que no Brasil ou até custa mais, então, se não for realmente necessário, não compre! Mas em compensação tem coisas que fazem a gente enlouquecer! Achei uma bota bem feita, super quentinha e confortável por apenas $10 (comprei a roxa e quando voltei para comprar a preta, já não tinha mais). Maquiagem da MAC é a mais cara das maquiagens aqui, mas mesmo assim compensa. Meu lápis de olho custou $15 (R$30, é o preço da Natura que nem se compara coma MAC!). Se você não faz questão da MAC, a Maybelline aqui tem o preço que seria da Vult no Brasil, super em conta! Imaginem que o Falsies (meu rímel predileto) custa só $5! Ahhh, como não poderia deixar de faltar, já me atirei na Apple e comprei um iPod! Ainda pretendo comprar meu Macbook, mas esse vai esperar até eu começar a estudar, pois a Apple aqui vende computares com desconto para estudantes!
Para quem ainda não sabe, estou morando na Philadelphia. Na verdade em um subúrbio que é no meio do mato e só tem casa gigante, mas em 20 minutos estou no centro, que é a parte legal! No centro você encontra museus enormes, vários pontos turísticos, lojas incríveis, a escadaria e a estátua do Rocky (sim, o Balboa), a Dollar Island (igual as lojas de R$1,99, mas com coisas mais legais e quase tudo por $1), o Hard Rock Cafe, a biblioteca municipal que é gigante, uma das maiores do mundo! Aliás, um fato curioso que meu host me contou: o conceito de biblioteca pública surgiu com o Beijamin Franklin, que emprestava livros e criou um espaço para isso e ele era daqui de Philly. (Viram, a minha cidade atual também é cultura)
Outra coisa legal é aprender como as pessoas podem se tornar importantes para você. Em um país onde você não conhece ninguém, tente pegar amizade com as meninas durante a orientação. Eu ainda não conheci ninguém sem ser de lá por aqui (e a Tati que eu já conheço tem uns 6 anos). Para minha sorte tenho todos os contatos e converso direto com a Camyla. É muito bom porque ninguém entende mais uma Au Pair do que outra Au Pair! E a importância de manter o contato com as pessoas do treinamento é porque se dependermos da LCC para nos ajudar, estaremos na lama. A minha LCC só veio aqui em casa porque a minha host ligou pois estava preocupada que eu não tinha amigas e ficava meu tempo off chorando no quarto. Então a tal Diana veio aqui, prometeu uma lista das meninas que moram perto e etc, mas até agora tô esperando sentada. Ela não responde e-mail e quer mais é que as Au Pairs se explodam, mas se algum dos hosts procurar ela, a "queridona" responde rapidinho!
Bom, essa é parte da minha vida por aqui nesse mês. Foi um mês árduo, mas espero que comece a melhorar...
Quando estamos no Brasil, postar é a coisa mais fácil, temos anseios, expectativas, sonho, emoções fortes e aceleradas... É um pacote de sensações completo que nenhum lugar consegue ofertar! Imagino que com todas as garotas seja assim. Mas então entramos no avião, encaramos 10 horas de voo, passamos pela imigração, rezamos para que nossas mala não tenham sido extraviadas, encontramos o motorista da agência, seguimos rumo ao hotel... Os corações estão acelerados, aquelas meninas que conhecemos a poucas horas se tornam nossas melhores amigas, encaramos 4 dias de treinamento massantes **TRUE HISTORY** (Essa é para as meninas APIA que já fizeram o treino), e chega o dia de encontrar a Host Family. As unhas... Que unhas? A essa altura do campeonato você já roeu todas!
Essa é a hora que tudo muda e você adquire outro pacote de sensações: vontade de chorar, vontade de gritar, saudades, tristeza e tudo mais. Sem contar os questionamentos "por que esse pirralho não cala a boca?", "por que esse povo não limpa a casa?", "por que eles não tomam banho todos os dias?", "por que eles só comem comida ruim e com pimenta?"... Eis o momento que nos deparamos com o choque cultural. Você está em um lugar que não tem nada de semelhante ao seu amado país! É tudo novo, tudo estranho e nem sempre é legal. O que fazer? Ligar para mãe, namorado, avó... Ligar para todos chorando e dizendo que quer voltar para casa! Eles vão te dizer coisas lindas, lembrar que era seu sonho, tentar te animar e você promete que vai ficar bem, mas não se preocupe, 5 minutos depois estará chorando de novo até pegar no sono! Agora é a hora que cai a ficha... HOMESICK, SUA MALDITA!!! Não é nada fácil ficarmos longe de quem amamos. Se antes de embarcar já estava doendo, acreditem, chegando aqui é bem pior!
Os dias vão passando, o choro diminui (mas não para) e você começa a se acostumar com algumas coisas... Já decora o caminho pra escola do mais novo e não precisa mais do GPS, aliás, você está liberada para usar o carro! Você não luga mais se a família dá o prato pro cachorro lamber, afinal, ou você pensa "lavou tá novo" ou você não come porque não tem outra louça pra usar. Banho dos outros? Se eles querem ser fedidos o problema é dele, o importante é você estar limpa! Sim, você está livre de parte do choque cultural! Mas adivinha quem não vai embora? Começa com home e termina com sick!
Não é fácil viver a vida longe de onde você está acostumada, primeiro dia das mães sem sua mãe, primeiro aniversário sem as pessoas que tanto ama, falar com os outros só por skype... Tudo isso tem sido muito difícil para mim!
Mas, como eu gosto de dizer para minha mãe, o mundo não é rosa, mas também não é cinza! Ele é colorido!!! Por mais que o lado negativo sempre pese mais, viver aqui nos "States" também tem suas vantagens!
| Na Times Squere |
Consumistas de plantão, se preparem!!! É impossível ir ao shopping sem comprar nada! Mas também não venham achando que vão comprar o mundo! Muitas coisas aqui tem o mesmo preço que no Brasil ou até custa mais, então, se não for realmente necessário, não compre! Mas em compensação tem coisas que fazem a gente enlouquecer! Achei uma bota bem feita, super quentinha e confortável por apenas $10 (comprei a roxa e quando voltei para comprar a preta, já não tinha mais). Maquiagem da MAC é a mais cara das maquiagens aqui, mas mesmo assim compensa. Meu lápis de olho custou $15 (R$30, é o preço da Natura que nem se compara coma MAC!). Se você não faz questão da MAC, a Maybelline aqui tem o preço que seria da Vult no Brasil, super em conta! Imaginem que o Falsies (meu rímel predileto) custa só $5! Ahhh, como não poderia deixar de faltar, já me atirei na Apple e comprei um iPod! Ainda pretendo comprar meu Macbook, mas esse vai esperar até eu começar a estudar, pois a Apple aqui vende computares com desconto para estudantes!
| Escadaria do Rocky |
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| Tirando foto sem a segurança ver |
Bom, essa é parte da minha vida por aqui nesse mês. Foi um mês árduo, mas espero que comece a melhorar...
22 maio 2012
Lágrimas...
Queria muito vir aqui para escrever posts animados e cheios de conteúdo como os anteriores, mas não consigo. Me afastei do blog por não querer desanimar quem ainda está por vir com o meu pessimismo, por isso só volto a escrever quando eu tiver um dia muito feliz, que me faça ter palavras também felizes!
Não sei se é homesick que passa, não sei se é depressão de tristeza e distância, não sei nem se vou ficar assim até minha volta para o Brasil. Então, por enquanto, vou deixar um pouco abandonado uma vez que sei que meu público, em sua grande parte, são meninas que ainda não vieram e tem muitos sonhos. Não quero apagar o sonho de ninguém com palavras escritas em um teclado molhado de lágrimas...
Não sei se é homesick que passa, não sei se é depressão de tristeza e distância, não sei nem se vou ficar assim até minha volta para o Brasil. Então, por enquanto, vou deixar um pouco abandonado uma vez que sei que meu público, em sua grande parte, são meninas que ainda não vieram e tem muitos sonhos. Não quero apagar o sonho de ninguém com palavras escritas em um teclado molhado de lágrimas...
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